novembro 25, 2010

O que é?

O cancro (ou câncer) é uma doença caracterizada pela proliferação anormal de células.

Por vezes formam-se células, sem que o organismo necessite delas e, ao mesmo tempo, as células velhas não morrem. Esta aglomeração de células extra é um tumor, mas nem todos os tumores correspondem a cancro, pois alguns são benignos e estes não são cancro.

O cancro pode-se espalhar para diversas partes do corpo. As células malignas podem libertar-se do tumor primário e entrar na corrente sanguínea ou no sistema linfático, levando à formação de metástases, que não são mais do que novos tumores noutros órgãos.

Actualmente o cancro é responsável por cerca de 25% das mortes nos países desenvolvidos, sendo que a tendência é para que este valor aumente no futuro.

Os cancros classificam-se consoante o tipo de células afetadas em:
-Carcinoma: células epiteliais, p.ex. a pele, as glândulas, as mucosas. Constituem cerca de 80% dos tumores   malignos;
-Sarcoma: células que estão em tecidos de ligação,  em tecidos conjuntivos, p.ex., ossos, ligamentos, músculos;
-Leucemia: sangue. As pessoas apresentam aumento dos níveis de glóbulos brancos (leucócitos);
-Linfoma: sistema linfático. Afecta um grupo de células chamadas linfócitos. Os dois tipos principais de linfomas são o de Hodgkin e o não Hodgkin.

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas de cancro vão depender muito do tipo de cancro. Ainda que não indiquem que tem um cancro, pois são sinais e sintomas que podem ter origem em várias outras doenças diferentes,  deve estar atento aos seguintes:

- caroços ou inchaços não-usuais (nódulos);
- dor que não passa mesmo com analgésicos;
- sinal que se por exemplo altera na sua forma ou cor;
- tosse ou rouquidão que não passa, sobretudo se for fumador;
- perda de peso, de apetite e cansaço persistente.


Para diagnosticar posteriormente um cancro, poderá efetuar diversos exames médicos, como análises sanguíneas, radiografias, TAC, ressonâncias magnéticas, endoscopias, entre outros, mas para confirmar a existência de cancro, na maioria dos casos necessitará de efetuar uma biópsia e posterior exame histológico. Isto vai permitir ainda avaliar o prognóstico e decidir o tratamento.

Uma vez que na maioria dos casos o prognóstico vai depender muito da altura em que o cancro é diagnosticado, torna-se muito importante o rastreio periódico para um diagnóstico precoce.


Tratamento

O problema para o tratamento do cancro está exatamente na mesma razão pela qual o nosso organismo não combate as células do cancro - estas são idênticas ás células ditas normais e é muito difícil distingui-las. Podem ser usadas combinações de vários tratamentos para o mesmo cancro.

Atualmente os principais tratamentos médicos para o cancro são os seguintes:

Cirurgia: se o tumor estiver bem delimitado e ainda não se tiver disseminado (espalhado), a cirurgia será uma opção de tratamento, apesar de ser difícil para o cirurgião distinguir os tecidos neoplásicos a retirar dos tecidos não afetados a manter. Por vezes, para evitar que os tecidos afetados não sejam removidos na totalidade, e se possível, é retirado todo o órgão;

 Quimioterapia: este termo associado muitas vezes ao cancro, é usado para designar um tratamento feito á base de químicos (medicamentos), administrados de varias forma que vão atuar sobre a rápida divisão células tumorais, mas que acabam por atuar também sobre outras células normais de rápido crescimento, como os folículos pilosos (daí a frequente queda do cabelo); novos químicos, cada vez mais específicos (logo com menos efeitos colaterais) estão a surgir no mercado.

Radioterapia: este tratamento atua de forma semelhante ao anterior (pelo que também tem efeitos colaterais semelhantes), mas em vez de medicamentos, é usada radiação. Só pode ser usada em tumores de localização conhecida e bem definida, uma vez que ao contrário da quimioterapia atua localmente.

Terapia Hormonal: este tratamento é usado sobretudo em conjunto com outro(s) e consiste na administração de hormonas para inibição de tumores sensíveis aos mesmos.

 Para além destes tratamentos convencionais, existem ainda as "terapias alternativas", que usando diferentes tipos de tratamento, de valor cientifico não comprovado (na sua maioria), podem ajudar no prognóstico da doença.

Com a evolução dos tratamentos médicos, o prognóstico do cancro, torna-se cada vez mais positivo, dependendo contudo do tipo de cancro e do estádio de evolução do mesmo. Apesar de nem sempre se conseguir uma verdadeira cura, os doentes com cancro conseguem levar uma vida melhor, mais longa e com menos sintomas.








Fatores de risco e formas de prevenção

Um cancro inicia-se quando há uma alteração no ADN causada por um ou mais fatores e que não é reparada pelos sistemas de reparação de ADN existentes nas células, levando a uma mutação que pode desencadear uma reprodução acelerada e descontrolada de células.

Os fatores associados à mutação do ADN são vários e cada vez são descobertos mais e mais a cada dia, sendo que seguem abaixo alguns dos considerados como mais importantes atualmente:



  • Radicais livres;
  • Radiação;
  • Hidrocarbonetos policíclicos aromáticos;
  • Outros químicos;
  • Irritação crónica;
  • Vírus;
  • Bactérias;
  Sendo que grande parte destes fatores são evitáveis, são apresentados em seguida formas de prevenção:

  • Não fumar;
  • Evitar a obesidade;
  • Praticar regularmente exercício físico;
  • Aumentar a ingestão diária de vegetais e frutos e limitar a ingestão de alimentos contendo gorduras animais;
  • Moderar o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Evitar a exposição demorada ou excessiva ao sol;
  • Cumprir as instruções de segurança relativas a substâncias ou ambientes que possam causar cancro;
  • As mulheres devem participar no rastreio do cancro do colo do útero (Papanicolau);
  • As mulheres devem participar no rastreio do cancro da mama;
  • As mulheres e os homens devem participar no rastreio do cancro do cólon e do recto;
  • Participar em programas de vacinação.